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  • Caio Mitstor

    Caio Mitstor posted in the group Geopolítica

    7 meses atrás

    É o FIM DA POLÍTICA Como Conhecemos? | GEOECONOMIA – Ep. 73

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    • A geopolítica vai muito além das disputas entre Estados nacionais; ela exige a análise de quem quer controlá-los. Os EUA não são simplesmente um Estado nacional superpoderoso: são uma casa de máquinas com alcance global, cuja influência política, econômica e tecnológica é difícil de medir. Hoje, existem grupos nos EUA que querem se apossar dessa máquina, como os republicanos do projeto MAGA e os magnatas do Vale do Silício, que flertam com o transhumanismo e a tecnocracia.

      Esses magnatas já não querem que o transhumanismo seja uma tese marginal; encaram-no como programa: ampliar o humano, prolongar a vida, terceirizar decisões às máquinas. Por outro lado, a tecnognose reconfigura a política como promessa de salvação técnica, deslocando religião, direito e soberania. Além disso, essa lógica invade nosso cotidiano: trabalho automatizado, moeda digital, vigilância por dados, saúde guiada por biotecnologia. Por fim, a pergunta é simples: aceitamos essa engenharia social sem mandato? Como será a política nesse mundo distópico? Como serão tomadas as decisões que impactam a vida de milhões de pessoas?A geopolítica vai muito além das disputas entre Estados nacionais; ela exige a análise de quem quer controlá-los. Os EUA não são simplesmente um Estado nacional superpoderoso: são uma casa de máquinas com alcance global, cuja influência política, econômica e tecnológica é difícil de medir. Hoje, existem grupos nos EUA que querem se apossar dessa máquina, como os republicanos do projeto MAGA e os magnatas do Vale do Silício, que flertam com o transhumanismo e a tecnocracia.

      Esses magnatas já não querem que o transhumanismo seja uma tese marginal; encaram-no como programa: ampliar o humano, prolongar a vida, terceirizar decisões às máquinas. Por outro lado, a tecnognose reconfigura a política como promessa de salvação técnica, deslocando religião, direito e soberania. Além disso, essa lógica invade nosso cotidiano: trabalho automatizado, moeda digital, vigilância por dados, saúde guiada por biotecnologia. Por fim, a pergunta é simples: aceitamos essa engenharia social sem mandato? Como será a política nesse mundo distópico? Como serão tomadas as decisões que impactam a vida de milhões de pessoas?